Professor Vicente Santos abordou a riqueza de sonoridades no Brasil e a questão do preconceito linguístico.
A diversidade de sotaques da língua portuguesa foi tema da aula de português. O assunto é muito frequente nas provas de vestibulares, que abordam a questão do preconceito linguístico.
O professor de português, Vicente Santos, foi a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, onde se encontram brasileiros de todas as regiões, para falar das maneiras diferentes de pronunciar e dar ritmo às palavras: o sotaque.
"Nós temos muitos sotaques no Brasil a língua portuguesa é falada de diversas maneira. O gaúcho não fala como o pernambucano fala, o carioca fala de maneira diferente do paulista, mas todos falam bem”, disse o professor.
O representante comercial de Brasília, Dillian Miranda, concorda, mas acha que na capital do Brasil o sotaque é constituído por vários sotaques. “Brasília não tem um sotaque definido. É uma mistura de todas as regiões do Brasil”, disse.
Para evitar regionalismos, os atores e comunicadores costumam treinar bem a pronúncia para não demonstrarem o sotaque. Essa é uma estratégia para atingir por igual a um número máximo de pessoas. "A maioria das pessoas quando encenam tem uma preocupação de neutralizar o sotaque, para evitar regionalismo e usar a norma nacional, digamos assim", explicou Vicente Santos.
O sotaque é um dos traços mais importantes que ajudam a definir a identidade de cada um de nós: uma espécie de marca que não nos deixa esquecer a origem ou a história de vida. Um sotaque pronunciado de forma espontânea não é mais ou menos correto do que qualquer outro. “É um preconceito linguístico achar que o carioca fala melhor que o pernambucano, ou que o gaúcho fala melhor que o paulista . Todos falam bem, porque tudo depende da sua cultura, história e influências", disse.
Para o professor, falar com sotaque, não significa falar errado. A norma culta da língua portuguesa pode ser usada com qualquer pronúncia. Falar ou escrever de forma bem popular pode ser feito com arte e maestria. Um assunto sempre presente nas questões no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e dos vestibulares. “O autor Patativa do Assaré, cobrado no vestibular, é regionalista. Ele fala com o falar do campo, do homem da zona rural, mas é um poeta riquíssimo”, disse o professor.

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